quinta-feira, 28 de julho de 2011

73% dos brasileiros com mais de 50 anos são contra a união gay, diz pesquisa

É de 55% o número de brasileiros contrários a união de casais homossexuais. De acordo com uma pesquisa do Ibope Inteligência divulgada nesta quinta-feira (28), 63% dos homens e 48% das mulheres não concordam com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a união estável entre casais do mesmo sexo em maio.

A pesquisa, que foi realizada entre os dias 14 e 18 de julho, identifica que as pessoas menos incomodadas com o tema estão mais presentes entre as mulheres, os mais jovens, os mais escolarizados e as classes mais altas. Com relação a idade, entre jovens de 16 e 24 anos, 60% são favoráveis, enquanto 73% dos maiores de 50 anos são contrários.

Regionalmente, Norte/Centro-Oeste e Nordeste se destacam como as áreas do país com mais rejeição a questões que envolvem o assunto, como a adoção de crianças por casais do mesmo sexo: nesse quesito, 55% dos brasileiros se declararam contrários. Entre os homens, o indicador é mais alto, com 62% de contrários, da mesma forma que também é entre as pessoas maiores de 50 anos, onde 70% rejeitam a ideia.

Sem surpresa, no quesito religião, os números mostram que a população de protestantes e evangélicos é a que se manifesta mais resistente, onde apenas 23% se dizem favoráveis à iniciativa do STF. Foi possível identificar que há maior tolerância nas pessoas cuja religião foi classificada na categoria "outras religiões", onde 60% são favoráveis à união gay. Dentre os católicos e ateus há total divisão, com 50% e 51% de aprovação.

A pesquisa, que tem margem de erro de dois pontos percentuais, questionou também a possibilidade de um(a) amigo(a) sair do armário. Desta vez, o resultado foi positivo. Para a grande maioria de 73% dos brasileiros, essa hipótese não os afastariam em nada das suas amizades. Outros 24% disseram que afastariam muito ou pouco e 2% não souberam responder.

Com relação à aceitação de homossexuais trabalharem como médicos no serviço público, policiais ou professores de ensino fundamental, apenas 14% se disseram total ou parcialmente contra trabalharem como médicos, 24% como policiais e 22% como professores. A parcela dos brasileiros que são parcial ou totalmente favoráveis é de 84% para o caso de médicos, 74% para policiais e 76% para professores.
"Os dados mostram que, de uma maneira geral, o brasileiro não tem restrições em lidar com homossexuais no seu dia-a-dia, tais como profissionais ou amigos que se assumam homossexuais. Mas ainda se mostra resistente a medidas que possam denotar algum tipo de apoio da sociedade a essa questão, como o caso da institucionalização da união estável ou o direto à adoção de crianças", afirma Laure Castelnau, diretora do Ibope Inteligência.

A pesquisa do Ibope Inteligência entrevistou 2.002 brasileiros em 142 municípios do território nacional, ouvindo toda a população de 16 anos ou mais.

Viral do YouTube, "Homofobia Sim" ridiculariza os homofóbicos


Entrou no ar no YouTube esta semana o vídeo "Homofobia Sim". A princípio, parece mais um manifesto estúpido de algum homofóbico de plantão. Mas o vídeo tem surpreendido o público, que assiste espantado ao discurso retrógrado, para ter uma surpresa hilariante no final.

Ao longo do viral, o público acompanha disparates que incluem elogios a Jair Bolsonaro e Myrian Rios, e faz uma apologia da heterossexualidade, em detrimento do mundo gay.

O vídeo, que já se anuncia como um novo viral da internet, é obra de Fabrício Mira, diretor alternativo carioca. Fabrício já tem um histórico subversivo, tendo realizado diversos filmes pornôs com cunho de denúncia social.

Seus trabalhos costumam criticar as políticas públicas, a polícia e a sociedade carioca, numa espécie de versão pornô de Michael Moore, com destaque para "Sexo na Planície 2". Em alguns vídeos, o próprio Fabrício aparece, fazendo sexo com mulheres e travestis.


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Folha de São Paulo dedica três páginas aos gays censurados das novelas


O caderno Ilustrada do jornal "Folha de São Paulo" publicado neste domingo (24) abordou a polêmica dos gays nas novelas da TV e a recente censura a alguns deles. Foram três páginas inteiras dedicadas ao tema.

Logo na capa do caderno, a reportagem do jornal publicou as duas cenas censuradas da novela das 21h, "Insensato Coração". Na primeira delas, exibida no dia 18 deste mês, Sueli (Louise Cardoso) encontra o filho Eduardo (Rodrigo Andrade) e o namorado dele, Hugo (Marcos Damigo), e os três travam um diálogo ousado sobre a questão da homofobia.

O roteiro foi modificado, para que a cena mostrasse apenas Sueli conversando com Eduardo. O namorado "incômodo", Hugo, foi eliminado da sequência. A Ilustrada publicou o diálogo na íntegra.

A outra cena foi inteiramente cortada. É a já famosa cena em que Sueli serve café com bolo para Eduardo e Hugo e os três conversam novamente sobre homofobia, orgulho e preconceito. O jornal publicou o diálogo.

Ainda na primeira página, a reportagem relatou os recentes episódios de censura: além das duas cenas de "Insensato...", a Globo decidiu "esfriar" a história do casal Eduardo e Hugo; e o SBT, mesmo após exibir o primeiro beijo lésbico das novelas, desistiu de exibir o primeiro beijo gay, que seria entre os atores Carlos Thiré e Lui Mendes.

Na segunda página, assinada por Mônica Bergamo, atores e novelistas da Globo e do SBT deram suas opiniões sobre a polêmica. Entre eles, Lui Mendes, Gilberto Braga, Maria Adelaide Amaral e Leonardo Miggiorin, o gay Roni de "Insensato...". "Há dez anos não se falava assim tão abertamente de homossexualidade para um público de TV aberta", diz Miggiorin. Sobre o Roni ser bem aceito pelo público, o ator disse: "É porque ele não chega querendo discutir nenhuma questão".

Maria Adelaide, que escreveu o remake de "Tititi", afirma que a questão do beijo é uma bobagem. "Muito mais importante é um homem dizer para o outro 'Eu te Amo'. Isso é mais transgressor", diz ela, que de fato fez isso em "Tititi" com os personagens Thales (Armando Babaioff) e Julinho (André Arteche).

Por fim, na terceira página, a reportagem da "Folha" colheu depoimentos de militantes, estudiosos e psiquiatras. Uma das grandes sacadas foi o depoimento de Alexandre Saadeh, psiquiatra e coordenador do Ambulatório de Transtorno de Gênero e Orientação Sexual do Hospital das Clínicas de SP. Sobre a permanência de gays afetados nos programas de humor - como a Valéria de "Zorra Total" -, Alexandre disse: "É mais fácil debochar desse tipo de personagem porque ele tem a marca da diferença. Incomoda mais um homossexual que não é afetado, ou que não tem trejeitos, porque fica mais difícil excluí-lo".

O colunista do Blogay, Vitor Angelo, escreveu um box na reportagem, onde declarou: "Diminuir a presença gay na TV torna o debate da homofobia desigual, se comparado ao de questões como o racismo e a opressão à mulher, amplamente discutidas nas tramas das novelas. A conclusão é uma só: os gays ainda não conquistaram sua cidadania plena nas telenovelas".

Para encerrar, um detalhe polêmico dentro dessa polêmica. Segundo o jornal e na opinião de algumas pessoas, o beijo gay entre dois homens já aconteceu há muito tempo. Foi em 1990, há 21 anos, na minissérie "Mãe de Santo", da extinta TV Manchete. Foi entre os atores Daniel Barcelos e Raí Alves, cujas silhuetas de perfil, na penumbra contra a luz, se encostam. A cena está no YouTube. Confira se vale ou não!

Fonte: A CAPA

terça-feira, 19 de julho de 2011

Pai Religioso Mata o filho de 4 anos por Pensar que o Filho era Gay


Mais um crime bárbaro! O líder de uma seita fundamentalista em Durham (Carolina do Norte, EUA), Peter Lucas Moses de 27 anos, matou o filho de apenas 4 anos. Segundo autoridades seria porque ele pensou que o filho fosse gay. O líder da seita também é acusado de assassinar uma mulher que não era capaz de ter filhos, segundo informou a estação WRAL em 8 de julho.

Peter Lucas Moses se intitulava “Lord” (“Senhor”) e morava em uma casa com suas três esposas e nove filhos, todos filhos (ao contrário de Jadon, que era filho de um relacionamento anterior de uma das mulheres), o grupo tentava atrair mais pessoas para também morar na casa.

“Na crença religiosa dessa organização, a homossexualidade era condenada,” Durham County District Attorney Tracey Cline disse à imprensa. Entre outros detalhes, verificou-se que Moisés antes de disparar se descontrolou, quando ele descobriu que a criança havia tocado nas nádegas de uma outra criança, Jadon teria sido baleado na cabeça.

A morte do pequeno aconteceu em outubro de 2010, enquanto a de Antoinetta Yvonne McKoy, a segunda vítima (uma mulher de 28 que teria se revoltado ao controle de Moisés) foi em Dezembro de 2010. No entanto, só foi descoberto quando uma das mulheres que escapou da seita e foi à polícia em fevereiro deste ano, e denunciou o que aconteceu.

Esta mulher, agora, está no programa de proteção de testemunha, enquanto Moisés enfrenta uma possível sentença de morte pelos dois assassinatos. Suas três “esposas”, incluindo a mãe de Jadon, também estão sendo processadas. Duas delas, estão grávidas. Os nove filhos estão sob os cuidados do Serviço social.
O Ministério Público pediu a pena de morte contra Moisés, a Associated Press em 08 de julho.

Moisés, três de suas esposas, e vários de seus parentes todos enfrentam acusações em conexão com os assassinatos.

Pai abraça filho e é agredido por homofóbicos


Um homem teve a orelha mordida e decepada enquanto passeava com o filho na Exposição Agropecuária Industrial e Comercial (Eapic) em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. A vítima, de 42 anos, estava abraçada com o filho, de 18, quando foi abordada pelos agressores, que ainda não foram identificados pela polícia.
O grupo de cerca de 20 pessoas teria perguntado se os dois eram gays. O homem tentou explicar que eles eram pai e filho, mas, pouco depois, levou um soco. A vítima disse à EPTV que desmaiou depois de ser golpeado no queixo. Quando acordou, ouviu as pessoas gritando que ele tinha perdido um pedaço da orelha, arrancada com uma mordida por um dos agressores. O filho teve ferimentos leves.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

AGENDA MEXAM-SE AGO/SET/OUT


24/07 – ANIVERSÁRIO DE CHICO*
31/07 – REPONDO DIA 24/07 ( Pauta: Teoria Queer )
07/08 – REUNIÃO PARA NÃO SAIR DO RODÍZIO
14/08 – NÃO HAVERÁ REUNIÃO
21/08 – REUNIÃO
04/09 – NÃO HAVERÁ REUNIÃO
11/09 – REUNIÃO
18/09 – NÃO HAVERÁ REUNIÃO
25/09 – REUNIÃO
02/10 – NÃO HAVERÁ REUNIÃO
09/10 – REUNIÃO
16/10 – NÃO HAVERÁ REUNIÃO
23/10 – REUNIÃO
30/10 – NÃO HAVERÁ REUNIÃO



*Estava agendada uma reunião para este dia, mas devido as comemorações do aniversário de Francisco Diemerson, transferimos a reunião para o dia 31/07/2011